Outono estação perfeita para os vinhos!

Geralmente em países onde o clima tropical predomina com muito sol, temperaturas calorosas, verão e primavera com estações extensas, fica mais difícil saber a hora certa para tomar um vinho e as vezes até o tipo de vinho que combina em algumas épocas do ano.

Mas com a chegada do outono os amantes de vinho agradecem, já que é a estação considerada mais adequada para a degustação de vinhos tintos. A característica principal do outono é a redução gradativa da luz solar ao longo do dia, fazendo com que os dias e as noites tenham a mesma duração.

A estação que é cheia de charme com  tons amarelados que predominam nas folhas das árvores  que depois sofrem as quedas. Todo esse clima deixa as ruas e cidades mais aconchegantes e deslumbrantes! E quer mais um motivo para o outono ser uma estação especial? Ela combina perfeitamente com vinhos tintos!

E os vinhos para esta temporada?

Com menos calor, os pratos começam a ganhar mais estrutura e, por isso, podemos investir em exemplares com mais corpo. Tintos com boa presença em boca, frutados, com taninos macios e certo frescor, rosés de países do Novo Mundo, como Chile e Argentina e, se prefere os brancos, aposte em exemplares de corpo leve a médio, com breve passagem por barricas de carvalho.

1ª dica: procure por vinhos com um pouco mais de corpo

A primeira dica é procurar vinhos um pouco mais encorpados, como os tintos de médio corpo. Os brancos não ficam de fora, é somente optar pelos rótulos com  um caráter mais maduro e passagem por madeira.

Os vinhos com mais corpo são mais quentes, possuem mais calor, ideais para o friozinho que se aproxima.

2ª dica: fique de olho do cardápio de pratos de outono

O segundo ponto que demanda a nossa atenção são os pratos que serão acompanhados do vinho. Com as temperaturas caindo, o nosso corpo naturalmente pede por alimentos mais pesados e nutritivos, dando adeus aos pratos leves e às saladas de verão.

É importante saber harmonizar os pratos com vinhos que tenham o enlace perfeito para fazer das refeições momentos mais que especiais!

Então um brinde ao outono!

Os 5 pilares da Culinária Japonesa

O número cinco tem uma grande importância na cultura japonesa, se estendendo inclusive à sua rica e tradicional culinária tradicional. Alguns dos seus conceitos básicos estão em vigor há séculos e quando temos a oportunidade de conhecer o “Poder do Cinco”, assim como os seus “Cinco Pilares”, temos a chance de experimentar o melhor que a gastronomia Japonesa pode nos oferecer.

1.   Os Cinco Sentidos

O alimento deve ser apreciado através de todos os cinco sentidos. O paladar e olfato são muito importantes, mas na gastronomia japonesa, a visão também exerce um papel fundamental. Os utensílios utilizados, a apresentação da comida e a forma como ela é servida faz parte do ritual gastronômico japonês, instigando o paladar e aumentando o prazer na hora da degustação.

O tato também é importante, não só a textura do alimento em si, mas também para a louça, que precisa ter uma textura adequada ao toque das mãos. E, por fim a audição, que deve estar atenta ao orquestrado som promovido pelos alimentos sendo saboreados ou até mesmo preparados. Por este motivo constatamos que a culinária japonesa tem o dom de testar nossos cinco sentidos.

2.   As Cinco Cores

Foto: Udon Belvedere

Na culinária japonesa, percebemos a prevalência de cinco cores – branco, preto, vermelho, verde e amarelo. Essas cinco cores têm influência do budismo e pode ser visto nas arquiteturas dos templos, cerâmicas e artes. Segundo os japoneses, ao incluir estas cinco cores em cada refeição estaremos aumentando seu valor nutricional além de favorecer o prazer visual de cada prato.

Em um obentô comum, por exemplo, podemos ver o arroz branco coberto com sementes pretas de gergelim e um umeboshi vermelho, além de uma porção amarela de tamagoyaki (omelete japonesa) e legumes e vegetais verdes. Esta consciência sobre a importância das cores dos alimentos nos ajudam a ter uma refeição equilibrada, com vitaminas e minerais adequadas ao nosso organismo.

3. Os Cinco Sabores

Salgado, doce, azedo, amargo e o umami. Sim, além dos quatro sabores básicos que conhecemos bem, temos ainda o Umami, o quinto sabor do nosso paladar. Umami vem da palavra japonesa umai, que significa delicioso e se refere aos alimentos que contem glutamato tais como carnes, peixes, laticínios e legumes. Este “novo” sabor foi descoberto pelo cientista Kikunae Ikeda no início do século 20.

O Umami (旨味) possui um gosto residual suave, mas duradouro. Na verdade trata-se de um sabor difícil de descrever. Ele induz a salivação e uma sensação aveludada na língua; pode estimular a garganta, o palato e a parte de trás da boca. Sozinho, o Umami não é saboroso, mas torna agradável uma grande variedade de alimentos, especialmente na presença de um aroma correspondente.

4. As Cinco Maneiras

Foto: Enan Correia / Udon Belvedere

A preparação dos pratos também é importante, e aqui, também existem cinco métodos: cru, cozido, frito, cozido no vapor e assados ​​ou grelhados. A culinária Kaiseki faz uso destas várias formas de preparação, que quando somadas fazem com que experiências gastronômicas se torne completa.

Neste tipo de refeição, podemos experimentar alimentos de diferentes sabores e texturas, incluindo alimentos crus como sashimi e sopas como misoshiru ou tonjiru. Também experimentamos algo mais substancial como o tempurá com sua textura crocante, seguido de algum tipo de peixe ou carne grelhada. Temos também o tradicional arroz branco, o tsukemono e legumes cozidos no vapor.

5. As Cinco Atitudes

Foto: Udon Lourdes

Na doutrina budista, observamos a prevalência de cinco atitudes básicas durante a degustação de uma refeição, sendo observadas especialmente em relação à culinária vegetariana servida nos templos. Foram criadas por Soei Yoneda, autor do livro “Good Food from a Japanese Temple”, e foram transformadas em uma prece de gratidão antes da partilha de alimentos nos templos Zen Budistas.

1 – Eu reflito sobre o trabalho realizado até esta comida chegar a mim;
2 – Eu reflito sobre minhas imperfeições, sobre se eu sou merecedor desta refeição.
3 – Que a minha mente esteja livre do egoísmo e da ganância ao saborear esta refeição.
4 – Eu reflito que este alimento é um remédio eficaz para manter a saúde do meu corpo
5 – Eu aceito este alimento para que eu possa cumprir a minha tarefa de iluminação.

 

Fonte: Japão em Foco

Harmonizando Vinhos e Molhos

Quem não conhece aquela regrinha básica, molho vermelho – vinho tinto, molho branco – vinho branco? Mas será que esta regrinha está 100% certa? Você também está em dúvida? Então vamos falar um pouco sobre como uma harmonização de vinho com o molho certo podem mudar o sentido uma gastronomia prato!

Um prato que leva molho possui uma série de ingredientes que influem no resultado final, deixando o  conjunto mais leve, picante, herbal, cítrico, condimentado, etc.

Mas ai vai uma dica simples e certeira: quanto mais forte e intenso for o sabor do molho, mais potente precisa ser o vinho, seja ele branco ou tinto. Vamos ver algumas opções:

Molho de Tomate

Para o molho de tomate prefira vinhos com acidez mais elevada para acompanhar massas que levam o molho. A maioria dos vinhos italianos casa muito bem com este tipo de molho. O estilo do vinho italiano tem uma acidez que vai de encontro com a do molho de tomate.

Exemplo:  Pomodoro e ao sugo

Nestes dois molhos o que ressalta é a acidez do tomate e os aromas das ervas que são usadas, além de serem leves. O vinho ideal é um tinto leve e refrescante. Se o prato for bem leve, ou ainda acompanhar camarões e frutos do mar, um branco mais encorpado vai fazer bonito!

Molho Branco ou Gratinado

Para as massas com molho branco ou gratinado, opte pelos vinhos brancos mais encorpados. Dê preferência também para os vinhos com amadurecimento em barris de carvalho. Os vinhos brancos elaborados com as uvas Chardonnay, Viognier e Verdelho são os mais indicados para harmonização que levam esse tipo de molho.

Exemplo: Molhos brancos (bechamel, Alfredo e ao burro)

Estes molhos extremamente versáteis que acompanham massas, carnes, gratinados e o que mais sua imaginação permitir geralmente levam em comum leite ou creme de leite, manteiga e queijos. O que os diferencia é o toque aromático dos diferentes condimentos que podem conter noz moscada, ervas e outras especiarias. Brancos aromáticos e refrescantes serão as melhores companhias. Mas vale ressaltar que dependendo do acompanhamento como uma carne, um tinto leve também é muito bem vindo.

Molho à Bolonhesa

Os vinhos italianos fazem bonito na harmonização com massas ao molho à Bolonhesa. Há diversas opções que casam bem com esse molho.

Exemplo: À bolonhesa, ou à Amatriciana

Feitos à base de um bom molho de tomate e compostos ou acompanhados por carnes. O bolonhesa normalmente é feito com carne moída de boi e/ou porco. Já o “à amatriciana” é um molho italiano à base de tomate, bacon e pimenta, usado para condimentar as massas. Estas opções dão robustez ao prato, e casam muito bem com tintos de médio corpo a encorpados, com taninos e de boa acidez. Vale até adicionar vinho à receita para dar um toque especial!

Molho Carbonara

No caso das massas com molho Carbonara, o creme de leite é o que define o prato, assim prefira um vinho branco mais leve para acompanhar estes pratos. Alguns bons exemplos são os italianos das uvas Trebbiano ou Pinot Grigio, um vinho Chardonnay frutado, do Chile ou da Argentina, também cai muito bem com o molho Carbonara.

Exemplo: Aos quatro queijos e carbonara

Dois molhos que são puro amor. Com alto teor de gordura e intensidade de sabor, dados pelos queijos e o bacon, no caso do carbonara. Aos quatro queijos é aquele molho que fica bom com tudo, desde o miojo até aquele medalhão de filé mignon, ou um belo molho de gorgonzola e creme de leite. Já o carbonara é aquilo né, ovo, bacon, queijo e pimenta do reino. Como não amar? Para dar brilho à harmonização, vinhos brancos ou espumantes intensos são os mais indicados, a acidez é excelente aliada para quebrar a gordura. No campo dos tintos, taninos macios e não muito robustos casam bem.

Molho Pesto

O molho Pesto é intenso em aromas e tem sabor marcante por conta disso, os melhores vinhos para harmonizar com este tipo de molho são os mais aromáticos. Uma ótima opção é um vinho branco argentino Torrontés – fresco e aromático ou então os vinhos brancos italianos também acompanham muito bem as massas com molho Pesto.

Exemplo: Ao pesto ou ao alho e óleo

Ingrediente que acompanha ambos os molhos, o alho é taxado como difícil, pois dá muita intensidade à ambos os pratos. No pesto levamos em conta os aromas das ervas e especiarias. Ainda assim são molhos leves, então assim devem ser os vinhos, e para dar suporte ao sabor intenso do alho e dos aromas, uma acidez viva é fundamental. Aposte em um Sauvignon Blanc bem jovem ou ainda um Torrontés para dar vida ao prato!

 

As dicas foram ótimas para qualquer refeição ser ainda mais especial, agora é só aproveitar para saborear a harmonização perfeita!

 

http://gourmmelier.com/harmonizando-vinhos-e-molhos/ e https://www.cuecasnacozinha.com.br/2012/07/vinhos-massas-e-molhos/


 

Paella Brasilenã

A Paella é certamente um dos pratos mais famosos do mundo, e encanta pelo sabor, aroma e cores. Originaria de Valencia, região costeira da Espanha, trata-se de um arroz composto de vários ingredientes e especiarias, entre elas o açafrão, a mais cara especiaria do mundo.

Por trás de vários mitos e histórias, o mais conhecido significado para o nome do prato é que a palavra/nome “PAELLA” deriva da antiga palavra francesa “PAELLE” (panela em francês).

Ingredientes

  • 400 gr de cebola
  • 2 dentes de alho
  • 100 gr de vagem
  • 150 gr de pimentão
  • 300 gr de tomate
  • 250 gr de linguiça toscana
  • 100 gr de bacon
  • 300 gr bisteca suina
  • 6 fatias de banana da terra
  • 15 gr de salsinha
  • 30 unidades de pimenta biquinho
  • Páprica picante a gosto
  • 800 ml de caldo de carne
  • 400 gr de arroz parboilizado
  • Sal a gosto
  • 0,2 gr de azafran

Modo de preparo

  1. Prepare um “Sofrito”, fritando o bacon picado, a carne da bisteca e a linguiça
  2. Assim que estiver bem dourado, “pegando” no fundo da panela, adicione as cebolas, e tempere com uma pitada de sal para cada ingrediente
  3. Acrescente em seguida o pimentão e a vagem
  4. Em fogo alto, frite bem estes legumes, sempre mexendo para não queimar e adicione a salsinha processada com alho e sal
  5. Frite por mais 5 minutos e coloque o tomate, começando assim o cozimento devido à água do tomate
  6. Corrija o sal e deixe refogar por 15 minutos em fogo médio/baixo
  7. Em seguida acrescente aos poucos o caldo, feito com os ossos da bisteca e um mirepoix, até cobrir o rebite da alça da Paella
  8. Adicione o azafran, o colorante e após abrir fervura corrija o sal e coloque o arroz
  9. Misture bem
  10. Assim que o caldo evaporar, o arroz estará cozido
  11. Sirva num prato e decore com a pimenta biquinho, chips de banana da terra e um ramo de salsinha

Uma boa Paella é aquela que encanta pela bela combinação de sabores, que pode inicialmente parecer estranho, mas ao comer prova-se o contrário.

 

Fonte receita: http://gnt.globo.com/receitas/receitas/paella-brasilena.htm